Implantes: são “raízes” artificiais instaladas (implantadas) no osso mandibular ou maxilar. Ao substituir as raízes dentais, possibilita a confecção de próteses sobre eles, permitindo a reabilitação estética e funcional (mastigação), além de devolver qualidade de vida social ao indivíduo debilitado. Proporcionam conforto e eficiência na mastigação, de forma similar aos dentes naturais, sendo superiores ao uso de próteses totais (dentaduras) e próteses removíveis. Atualmente os implantes são fabricados com titânio comercialmente puro, de eficiência cientificamente comprovada.

FASES DO IMPLANTE

1. Planejamento

Esta é a fase mais importante. Consiste na solicitação de exames radiográficos feitos com marcadores especiais, que permitam uma medição precisa da quantidade de osso disponível em seus maxilares em alguns casos é preciso tomografia computadorizada para confirmar a quantidade de osso. Quanto mais osso melhor, pois assim pode-se usar pinos de implantes maiores, com maior resistência, maior superfície de contato e, conseqüentemente, maior área de osseointegração. Será feito um exame minucioso de suas estruturas orais (incluindo dentes, gengivas, mucosas, língua, músculos da mastigação, padrão de mordida e desoclusão, avaliação da saliva e hábitos higiênicos).

Serão feitos modelos de gesso de suas arcadas dentárias para estudo, os quais serão montados em um articulador (aparelho para o estudo dos movimentos mastigatórios). Neles são analisadas a forma e a função dos dentes naturais do paciente, possibilidades e alternativas de próteses (planejamento dos dentes artificiais). Com base nisto será decidida o tipo de prótese (os dentes) ideal para cada caso. Juntando estas informações com suas medidas e qualidades ósseas é que será decidido o número, distribuição (localização ideal) e tamanho dos implantes. Quanto maiores, mais largos e em maior número, tanto melhor o resultado final e melhor a capacidade mastigatória . Serão avaliadas suas gengivas e sua higiene. Doenças gengivais, cáries, infecções, dentes com tratamento de canais duvidosos e má higiene (acúmulo de placa microbiana) contra-indicam a colocação de implantes. A fase cirúrgica só poderá ser realizada após completamente eliminados os problemas acima.

2. Colocação dos implantes

Esta é a primeira fase cirúrgica. Pode ser subdividida, no caso de não houver quantidade óssea suficiente. Preparação óssea (incluindo enxertos, extrações de raízes inaproveitáveis, retratamento de canais com lesão, procedimentos para colocar a gengiva em condições excelentes, etc.) Colocação dos implantes: Por meio de uma pequena cirurgia, sob anestesia local, um guia cirúrgico é colocado na boca do paciente, indicando o local exato para as perfurações ósseas. Nestas perfurações, feitas por brocas especiais, sob irrigação, as pequenas raízes metálicas são colocadas, devendo ficar bem justas.

Hoje em dia com o avanço das técnicas, já é possível que os implantes sejam carregados com próteses em menos de 72 horas, dependendo do caso. Esta técnica é denominada "carga imediata".

3. Reabertura dos implantes dentários

Quando não é possível a opção da carga imediata passamos para a segunda fase cirúrgica. Com um mínimo de 4 meses após a primeira fase cirúrgica, é feita uma pequena abertura na gengiva para acomodar um conector, que vai unir a raiz artificial à coroa (o novo dente) e dar o contorno adequado à gengiva. Embora a tendência de hoje é para colocação de Implantes de único tempo cirúrgico, que elimina esta face de abertura,na hora da cirurgia já é deixado o "Implante aparente", mas com uma pequena proteção.

4. Moldagem

Uma vez cicatrizada a gengiva, é feita uma moldagem, com a colocação de pequenos pinos de moldagem. São feitos modelos de gesso da boca, com os implantes em suas posições exatas.

5. Prótese provisória

Feitas em acrílico da cor dos dentes, para estimular a maturação óssea em volta das raízes artificiais, os implantes que não forem ativados após os primeiros 6 meses, podem sofrer reabsorção espontânea, indo a falência.

6. Prótese com dente definitivo

Como todas as conexões são pré-fabricadas, a adaptação e justeza do trabalho são incomparáveis. Os dentes são aparafusados sobre as raízes artificiais e podendo ate ser removidos com um pequeno esforço pelo profissional, caso seja necessário algum reparo da porcelana, tratamento gengival ou aumento da prótese por perda de algum outro dente natural. Mesmo na ausência de qualquer destas intercorrências, anualmente, é aconselhável o desparafusamento e um polimento. A cabecinha do parafuso, que aparece sobre os dentes, pode ser recoberta com resina da cor dos dentes vizinhos. Em alguns casos as próteses necessitam ser cimentadas e não parafusadas.

Enxerto ósseo: procedimento cirúrgico necessário quando não há uma quantidade suficiente de estrutura óssea para receber o implante. O osso a ser colocado pode ser sintético (obtido através de materiais não provenientes do próprio indivíduo), ou autógeno (obtido de áreas doadoras do próprio indivíduo, como osso da própria arcada dentária).

Prótese dentária: em síntese é a colocação de dentes artificiais. Utilizada para a correção de anomalias da disposição dos dentes e da conformação maxilo-mandibular, bem como, para a restauração das perdas extensas da maxila e mandíbula. Esses dentes artificiais normalmente são feitos de porcelana, proporcionando uma resistência muito grande e uma excelente estética.

Sedação: No CEIMG utilizam-se a sedação endovenosa e com óxido nitroso. A sedação endovenosa é efetuada com acompanhamento de médico anestesista, indicada para cirurgias maiores, múltiplos implantes. A sedação com óxido nitroso é atualmente um procedimento seguro, eficaz, e seda e produz analgesia em 97% das pessoas que a ele se submetem. É utilizado por mais de 65% dos Cirurgiões-Dentistas norte-americanos, e também largamente utilizado em países da Europa, Canadá, Japão, Polônia e Israel. Tem por objetivo produzir um estado agradável de relaxamento e analgesia, evitando-se assim a fobia de dentista.

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